Biolandes

Produtor de óleos essenciais e de extractos naturais

A íris, fascinante e intemporal

A íris, fascinante e intemporal

A íris, fascinante e intemporal

É uma planta com uma flor elegante e moderna que possui um tesouro escondido.
Do seu caule subterrâneo e carnudo, o rizoma, é extraído um cheiro subtil e persistente, próximo do da violeta, sublimado de acentos em pó e notas amadeiradas. Esta flor aristocrática carrega em si uma valiosa matéria-prima, a mais luxuosa da perfumaria.
Originária da Europa Central, a íris utilizada no perfume foi depois exportada para outros locais. A sua cultura foi desenvolvida na Itália e em Marrocos. A transformação dos rizomas desenvolveu um perfume que foi muito apreciado por Catarina de Médicis, que lançou a moda.
Mas a íris era utilizada desde a Antiguidade, tanto no Egipto como na Grécia e em Roma, graças às suas virtudes medicinais. Rapidamente entrou na composição de fragrâncias, e desde o século 17, nos pós perfumados.
Também conhecido por perfumar a roupa e as luvas, a íris também é conhecida pelas suas qualidades aromáticas: cultivada em Ain, em França, no século 19, era utilizada para dar aos vinhos comuns o bouquet dos grandes vinhos da Borgonha.
Hoje, acompanha as notas de frutos vermelhos de algumas bebidas, iogurtes ou doces.
A Iris Pallida, cuja cultura foi largamente desenvolvida no século 19, é a referência para todos os perfumes e o orgulho da Toscânia, mas a sua produção diminuiu lentamente até ao final da década de 1990. Para enfrentar a escassez, a Biolandes inicia uma produção em França, nos Landes.
Em menos de 15 anos, a paisagem da íris mudou totalmente. Confrontada com os problemas de abastecimento, a indústria foi obrigada a imaginar alternativas: a da Biolandes é única.
Das colinas da Toscânia às florestas de Landes, atravessando as montanhas de Marrocos, vamos ao encontro da íris que tem fascinado os perfumistas e os aromistas.

Toscânia: terra de predilecção da Iris Pallida

A cultura da íris foi desenvolvida nas colinas de pedra calcária da Toscânia, na região de Arezzo, perto de Florença. Em Maio e Junho, os campos de íris em flor salpicam os vales de magníficas manchas azul pálido.

A Flor símbolo da cidade de Florença

A íris, flor símbolo da Toscânia, foi escolhida para figurar no brasão original da cidade de Florença. Trata-se, de facto, da Iris florentina, anteriormente cultivada na região, que deu lugar à Iris Pallida.

Uma cultura suplementar

A Toscânia é famosa pela sua produção de azeite e vinho de Chianti. Os agricultores tiram proveito do espaço livre por baixo das oliveiras ou ao longo dos pés de vinha para aí cultivarem as íris.

Um tesouro escondido

Não é a sua flor sublime, mas sim a sua parte subterrânea que contém um tesouro olfactivo.
No início do Verão, quando as flores já estão secas, este tesouro é desenterrado.
Os rizomas torcidos e deformados contêm uma riqueza perfumada incomparável, os precursores das irones, estas potentes moléculas naturais que compõem a nota da íris.

Uma cultura de paciência

Decorrem três anos entre a plantação e a colheita dos primeiros rizomas.
Um trabalho de paciência garantia de qualidade.
Devem ser regularmente retiradas as ervas para permitir que a planta explore as riquezas do solo. Após a colheita, a maior parte dos rizomas será processada enquanto que uma pequena parte irá ser utilizada como estacas para as plantações seguintes.

Um trabalho exigente

Plantar, eliminar as ervas daninhas, desenterrar os rizomas... a mão do homem é essencial para colher este tesouro enterrado.
A mecanização não é possível nestas pequenas áreas, muitas vezes isoladas e com grande inclinação.
Depois de desenterradas, são removidas as raízes das plantas, e os rizomas são descascados um a um, com a ajuda de um “roncolino”, pequena faca tradicional.

E anos de espera

Em primeiro lugar são secos ao sol e, a seguir, embalados em sacos de juta, os rizomas são armazenados em local abrigado durante 2 a 3 anos para permitir que a fragrância se desenvolva.
Durante este período de secagem, a magia vai funcionando: naturalmente, um a um, os precursores das irones vão oxidando e emanando toda a sua riqueza olfactiva.
Estas moléculas com um cheiro incomparável suave e intenso são a única fonte natural das irones à disposição do perfumista ou do aromista.

Iris Pallida de Itália: "Gold Standard"

A quantidade de irones determina o valor do extracto. Até à data, o padrão de referência continua a ser a Iris Pallida de Itália com 0,4 g de irones puras por kg de rizoma seco.
O conteúdo de irones e a distribuição dos seus vários isómeros caracterizam a proveniência das íris e distinguem a origem da Itália das origens de Marrocos ou da China.
A Iris Pallida produz o mais elegante óleo essencial e o mais subtil de todos.

Um conhecimento ameaçado?

Esta produção requer uma agricultura baseada na mão-de-obra familiar, onde a ligação entre as gerações deixou de estar garantida.
Na Toscânia, a tradição da cultura da íris tem menos eco junto dos mais jovens que se viram para outras actividades menos arriscadas, como o vinho e o azeite.
A produção da íris tem vindo a diminuir lentamente desde o final da década de 1980 e é actualmente de apenas 30 toneladas.

Outra fonte de abastecimento para uma outra variedade de Íris

É a Este de Marraquexe, no sopé das montanhas do Atlas, depois de vários quilómetros de estrada que chegamos aos locais de cultura da Iris germanica, uma variedade de íris com pétalas de um violeta mais profundo.
É uma resposta à quebra de produção da Iris Pallida da Itália.
Em termos de olfacto, o seu óleo essencial é caracterizado por nuances minerais levemente picantes.

Ainda mais inacessíveis

Através de caminhos íngremes que percorrem o vale de Ourika, encontramos uma paisagem de terraços reservados à cultura de árvores de fruta.
As íris são aí cultivadas nas bordas ou em minúsculas parcelas que produzem cada uma apenas algumas dezenas de quilos de rizomas.

Um mercado reactivo numa atmosfera de Souk

A produção de Iris germanica é organizada de acordo com as exigências do mercado.
Se existir procura, a íris é arrancada, limpa e seca para ser vendida de imediato.
Os rizomas são vendidos no Souk a comerciantes itinerantes que reúnem a sua colheita em Marraquexe.
Em Marrocos existem também pequenas unidades de extracção e de destilação das íris.

No coração dos pinhais

No Sudoeste de França, na floresta dos Landes da Gasconha, a Biolandes reinventa a cultura da íris, em parceria com a cooperativa agrícola de Maïsadour.
Em conjunto desenvolvem esta nova cultura num terreno tradicionalmente destinado à cultura do milho.
Foi necessária uma dúzia de anos de pesquisas antes de se produzir em 2005 um primeiro extracto de Iris Pallida 100% dos Landes semelhante, em termos de qualidade, ao da íris de Itália.

Areia de Landes para a Iris Pallida

Sem solos calcários, mas com solos arenosos, que são ideais para o cultivo das plantas com rizomas como a íris. Grandes extensões facilmente acessíveis permitem a mecanização da cultura.

Campos, máquinas e homens

Durante seis meses, a partir de meados de Setembro até ao início de Fevereiro, a colheita e a limpeza dos rizomas irão continuar sem interrupção.
Desde a plantação à remoção das ervas daninhas até à colheita dos rizomas, a máquina acompanha os gestos do homem e melhora o seu rendimento.

A preparação dos rizomas

Esta etapa manual é necessária para a qualidade dos produtos fabricados. É actualmente bem assistida por operações de limpeza mecanizadas presentes ao longo de todo o processamento.
Os rizomas são, de seguida, enviados para a fábrica da Biolandes para aí serem processados.

Um procedimento de maturação inovador

Graças a um procedimento natural próprio da Biolandes, os rizomas frescos “secam” através de um processo ao longo do qual os precursores são transformados em irones.
Em apenas algumas horas, em comparação com os 2 a 3 anos de secagem habituais, a íris está pronta para ser introduzida no alambique.

A Íris: um material precioso

Longos tempos de destilação (24 a 36 horas) e um baixo rendimento fazem da íris uma das mais caras matérias-primas naturais. A destilação dos rizomas produz um óleo essencial que congela e ao qual chamamos manteiga, que é posteriormente concentrada em absoluto.
O absoluto, produto nobre da gama das íris, o mais rico em irones, tem uma fragrância floral suave inimitável com toques de pó verde e notas amadeiradas.
A extracção dos rizomas com álcool resulta num resinóide que faz lembrar o chocolate.

A Íris dos Landes: uma total integração da produção

A Biolandes valoriza todas as origens na sua fábrica em Le Sen.
Mas a sua especificidade é a produção de manteiga e de absoluto de íris dos Landes tendo como modelo a qualidade da Iris Pallida de Itália.
Ao desenvolver um método original para o processamento dos rizomas, a Biolandes adquiriu um conhecimento na produção de extractos de íris garantindo uma qualidade constante a preços controlados.

A Íris em perfumaria e aromatizantes

A PLANTA
Existem duas variedades principais de íris utilizadas na perfumaria: a Iris Pallida e a Iris germanica.

ORIGENS E COLHEITAS
Uma produção global difícil de estimar com precisão, dada a diversidade das regiões em causa e os tamanhos das explorações, muitas vezes minúsculas.
A produção mundial está estimada em cerca de 300 T tendo em conta todas as variedades de íris incluídas. Quantidades aproximadas:
Itália: 25 - 30 T França: 40 T
Marrocos: 80 - 100 T China: 100 T
Balcãs: 50 T (essencialmente Macedónia)

RENDIMENTO E PRODUTOS
O mercado mundial do absoluto da íris: 40 a 50 kg apenas! partilhados entre os aromas e a perfumaria. 100 kg de pó de rizomas rendem cerca de 200 gramas de manteiga (óleo essencial) que darão 40 g de absoluto.

BIOLANDES
Processamento da íris em 2 fábricas:
Em Marrocos, em Khemisset, para a extracção e a destilação da Iris germanica.
Em França, em Le Sen, para o processamento das íris de todas as outras origens.